Quartos Alugados

Entra se num livro pela literatura, normalmente assim, mas no caso do Alexandre Andrade as coisas complicam se bastante Al m de Proust e Beckett, somos agraciados com naturezas mortas e retratos, Charpentier e John Coltrane, Tondela e Paris, baguetes e bolas de berlim, luvas de pelica e gatos, Godard e sem nunca ser mencionado o esp rito arisco de Jacques Rivette O cEntra se num livro pela literatura, normalmente assim, mas no caso do Alexandre Andrade as coisas complicam se bastante Al m de Proust e Beckett, somos agraciados com naturezas mortas e retratos, Charpentier e John Coltrane, Tondela e Paris, baguetes e bolas de berlim, luvas de pelica e gatos, Godard e sem nunca ser mencionado o esp rito arisco de Jacques Rivette O cheiro do caf com bolos quentes antecipa se ao efeito da escrita dir se ia que a vida chega em primeiro lugar, e juvenil e doce As hist rias crescem com delicadeza, as personagens envolvem se em perip cias af veis e levemente misteriosas, os gatos perdem se e encontram se enfim, n Os Quartos Alugados respira se uma atmosfera bot nica Roubando as palavras a uma das personagens tudo ao mesmo tempo conceptualmente simples, f rtil e profundo.
Quartos Alugados Entra se num livro pela literatura normalmente assim mas no caso do Alexandre Andrade as coisas complicam se bastante Al m de Proust e Beckett somos agraciados com naturezas mortas e retratos Char

  • Title: Quartos Alugados
  • Author: Alexandre Andrade
  • ISBN: 9789899916357
  • Page: 323
  • Format: Paperback
  • 1 thought on “Quartos Alugados”

    1. Uma surpresa muito agradável e um autor português a ter em atenção e a seguir. Por sugestão do grande Duarte contentei-me em comprar este livro e dar uma hipótese e não foi nada descurada. Para quem conhece os meus gostos sabe que não sou pessoa de ler contos, tirando algumas excepções, e este foi daqueles livros com 9 contos em que 7 dos 9 me prenderam de forma absoluta à sua cadência e a sua forma suave de entrelaçar as palavras numa dança sensual com a história.O estilo também [...]

    2. «As suas mãos intrigaram-me: dedos robustos de quem exerce um ofício manual, mas com uma delicadeza de movimentos (segurar no copo, escrever na agenda, dobrar um guardanapo de papel) própria de um instrumentista. Sem dar por isso, pus-me a inventar um passado para aquelas mãos.»Alexandre Andrade, «Quartos Alugados», conto «Quem anda a comer do meu prato?», Editora Exclamação_«Um casal sentara-se debaixo de um pessegueiro, os beijos confundiam-se com as dentadas nas polpas dos pêsse [...]

    3. Nove contos admiráveis, com uma escrita irrepreensível, em que cada página tem uma beleza quase arquitectónica, geométrica. Os temas habitam aquela zona difusa e subtil que surge entre o absurdo do realismo e o rigor fáctico, quase científico, da fantasia.

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