Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra

Um jovem estudante universit rio regressa sua ilha natal para participar no funeral de seu av Mariano Enquanto aguarda pela cerim nia ele testemunha de estranhas visita es na forma de pessoas e de cartas que lhe chegam do outro lado do mundo S o revela es de um universo dominado por uma espiritualidade que ele vai reaprendendo medida que se apercebe desse univeUm jovem estudante universit rio regressa sua ilha natal para participar no funeral de seu av Mariano Enquanto aguarda pela cerim nia ele testemunha de estranhas visita es na forma de pessoas e de cartas que lhe chegam do outro lado do mundo S o revela es de um universo dominado por uma espiritualidade que ele vai reaprendendo medida que se apercebe desse universo fr gil e amea ado, ele redescobre uma outra hist ria para a sua pr pria vida e para a da sua terra A pretexto do relato das extraordin rias perip cias que rodeiam o funeral, este novo romance de Mia Couto traduz, de uma forma a um tempo ir nica e profundamente po tica, a situa o de conflito vivida por uma elite ambiciosa e culturalmente distanciada da maioria rural Uma vez mais, a escrita de Mia Couto leva nos para uma zona de fronteira entre diferentes racionalidades, onde percep es diversas do mundo se confrontam, dando conta do mosaico de culturas que o seu pa s e das mudan as profundas que atravessam a sociedade mo ambicana actual.
Um Rio Chamado Tempo Uma Casa Chamada Terra Um jovem estudante universit rio regressa sua ilha natal para participar no funeral de seu av Mariano Enquanto aguarda pela cerim nia ele testemunha de estranhas visita es na forma de pessoas e de car

  • Title: Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra
  • Author: Mia Couto
  • ISBN: 9789722114936
  • Page: 266
  • Format: Paperback
  • 1 thought on “Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra”

    1. Abro as asas, as de fora, só para perder resguardo. Porque lá dentro bem ocultas, estão as outras asas, as voáveis, essas que me levam para além de mim.Mariano regressa à sua ilha natal para o funeral do avô. Este regresso perde-se nas águas do tempo e numa terra que agora fecha a boca, negando-se a engolir o morto. Mariano começa a receber cartas de alguém, há algo ainda a realizar antes de deixar que enterrem o avô.Sou como a palavra:minha grandeza é onde nunca toquei. Mia Couto [...]

    2. "Cada um descobre o seu anjo tendo um caso com o demônio"É o que diz Dito Mariano, personagem do escritor moçambicano Mia Couto, referência da literatura africana contemporânea. Mia foi jornalista de A Tribuna durante a independência de Moçambique ( 1975) e dirigiu importantes periódicos como Notícias de Maputo e a revista Tempo. Em 1983, lançou seu primeiro livro, Raíz de Orvalho, com poemas que propunham uma nova literatura, diferenciada do conteúdo militante em voga. Seguiram-no v [...]

    3. O calor da terra, o cheiro, o sabor, a cor, o som está tudo aqui dentro. Gosto de livros que me mostram o sentir dos seres e dos lugares, uma das minhas formas preferidas de viajar. Poesia magicada em prosa, vida e morte e todos os estados intermédios, paixões e ódios, lealdades e traições, todos os ingredientes para uma história bem condimentada.

    4. E finalmente encontrei um livro deste autor que adorei.Há uma espécie de magia nesta história.Uma névoa que separa a vida dos vivos e a dos mortos.E que a qualquer momento pode dissipar-se e mostrar a nós o quanto frágeis somos. Curioso, curioso é a forma como a falsa grandiosidade de algumas pessoas, que lhes incha o ego e empina os narizes, de desfaz perante a simplicidade de um ato de coragem.E o momento em que a terra se fecha, quase como de uma vingança fosse? Perfeito!Muito, muito [...]

    5. A sweet, melancholy book with all the earthly tenderness of this great African writer. A family saga, through the adventures of young Mariano, the inheritor of a family house on the Island A trip to the past and to the future, the scent of the night and the invisible presence of a dead(?) grandfather whose name (also Mariano) is the same as our main character Maria CarmoLisbon 16 Th. November 2012.

    6. Mia Couto é sem dúvida um escritor talentoso. Contador de histórias nato, apresenta uma capacidade de elaborar poesia na sua prosa. Fluída e cativante, a prosa não apresenta qualquer ponto fraco. A história é contada de forma pragmática, conseguindo mesmo assim ser possuidora de um incrível sentido filosófico.

    7. one of the best books I've read lately: it approaches the topic death in the sweetest, natural and rawest way and at the same time, it reminds of the love for the land, for the family and for life.

    8. One of the most beautiful books I've ever read. Mia Couto is, without any doubt, an amazing writer.

    9. THE RIVER IS A SNAKE THAT HAS ITS MOUTH OPEN TO THE RAIN AND ITS TAIL IN THE SEA.Ok, I just happened to stumble upon this book and because it was a short book, I decided to just read it.Mia Couto is from Mozambique (his parents fled communist Portugal in the early 50s) and he works as a writer and environmentalist.Many people have compared his writing to Gabriel Garcia Marquez's prose, hinting at its magical realist tone. I don't know if it is because of the translation that I also somewhat felt [...]

    10. Mariano, estudante universitário, é chamado a Luar-do-Chão para realizar o funeral do seu avô. Enquanto se espera pelo enterro, Mariano irá receber cartas que levantaram suspeitas para a história da sua família, incluindo para a sua própria.Este foi o primeiro livro que li de Mia Couto, recentemente nomeado para o prémio Man Booker Prize. Este que à partida parece um livro simples de ser lido, é muito mais que isso. Por detrás das personagens e dos enredos à sua volta há uma repres [...]

    11. In Mia Couto's world there are real African people. He is an anthropologist in the broad sense of this word. In his books there's mystery, in this book there's magic, there's tradition.Mariano gets involved in a story that is completely unexpected and wonderful, and he is the reason that will keep you thinking about wanting to visit Mozambique. He talks to dead people well kind of! Like him, you'll want to know the secret behind the story, who's that girl, who's writing letters, is his grandfath [...]

    12. O romancista Mia Couto mais uma vez nos leva à uma Moçambique maravilhosa em sua prosa, um lugar que se transforma em todo um mundo. Dessa vez, visitamos a ilha de Luar-do-Chão, onde o jovem Marianito vai descobrir a si mesmo, no momento em que descobre sua família, os segredos de sua origem e outros ligados à ilha, que serve como metáfora de uma nova Moçambique, que vai se reerguendo depois de quase duas décadas de guerra civil que se seguiram à Independência, a nova burguesia que se [...]

    13. Fiquei, sem dúvida alguma, rendido à escrita maravilhosa de Mia Couto. Como se não bastasse ter um talento surreal com as palavras, também a originalidade da sua história me deixou de boca aberta. Um bom começo de ano, este.

    14. Uma história à volta das relações familiares, que parte da viagem de regresso de Mariano à sua ilha-natal para participar no funeral do avô. "Morto amado nunca mais pára de morrer"

    15. Reencontro com a família, a infância perdida, com rio que faz parte dela. Estranha história à volta de ralações familiares.

    16. O livro é excelente. Mia Couto consegue imergir o leitor na cultura e costumes africanos de uma maneira fluída, o que torna o livro fácil de ler. No entanto, a leitura fácil, não quer dizer que o livro é simples. Da primeira página à última o autor traz pensamentos, frases, parágrafos que de tão bons, te fazem pausar a leitura e pensar. Esse livro traz um pouco sobre a morte, sobre ser sozinho, e sobre morar "longe": "O importante não é a casa onde moramos. Mas onde, em nós, a casa [...]

    17. Nunca tinha lido nada desse autor moçambicano, mas já tinha ouvido falar muito bem. Peguei esse livro sem nem saber do que se tratava e me surpreendi de cara com a belíssima escrita; também me surpreendi com o realismo mágico presente na obra (não fazia ideia). O livro vai contar a história de Mariano, que retorna da cidade para sua aldeia natal (Luar-de-Chão) para enterrar o seu avô. Mas chegando lá, recebe a notícia de que seu avô não estaria propriamente morto, mas em estado cata [...]

    18. Lindo livro. Mia Couto consegue escrever história com poesia. Dá para entender porque ele é comparado a Gabriel Garcia Marquez, no uso das metáforas, na linguagem criativa e poética, na história de uma família que se confunde com a terra, na vida como um fluxo de rio. O protagonista volta para sua terra natal e esta volta traz descobertas pessoais, desfaz mistérios, retoma raízes e o contato com as pessoas da terra, tudo regado pelo pano de fundo de um país africano marcado pela sua cu [...]

    19. É um livro que não se desperdiça uma única palavra - leia com atenção, pois sua escrita é incomum - e tudo que está impresso é essencial para compreender o livro. É como a experiência de ler Saramago e adentrar num universo absurdo e encantador. Você termina de ler e se sente abraçado, tamanha delicadeza de Mia Couto neste livro.

    20. Mia Couto mezcla en esta novela lo real y lo fantástico con un lenguaje que envuelve al lector alrededor de todos los personajes. Fabulosa narrativa.

    21. Nunca tinha lido nada de Mia Couto e já tinha comprado este há uns meses mas, tenho adiado sempre a leitura, até à semana passada.Uma leitura ligeira com poucas páginas, revelando-se muitíssimo bem escrito e com um sentido de humor finíssimo.Escolhi esta pequena passagem, para mim uma autêntica pérola:“- Ele está morto, doutor?- Clinicamente morto.- Como clinicamente? Está morto ou não está?- Eu já disse: ele está em estado cataléptico.- Estado quê?Amílcar ergue os olhos para [...]

    22. Uma leitura apaixonante e envolvente que roubou a totalidade dos meus pensamentos nos passados dois dias. Na verdade quando penso neste livro sinto um odor intenso a terra molhada. Consoante me vou perdendo no Luar-do-Chão, tudo começa a fazer sentido, eu na terra perdida erradicada do Mundo pelo rio tempo. É um livro que brota do chão, mesclado de sensações, cheiros, visões que vêm de um dentro que revela uma grande devoção. Não tenho bem palavras para escrever acerca deste livro, da [...]

    23. Talvez por ter passado por aglomerado de experiências tangentes à morte apenas um par de semanas antes de ler este livro a minha opinião sobre o mesmo possa ser algo tendenciosa. No entanto, não posso deixar de dizer que Mia Couto capturou a minha atenção. Não tanto na vertente sensorial mas de uma forma que me transportou para um estado de infantilidade temporária como poucos autores conseguem. Aprecio imenso a sua capacidade de inventar palavras, um risco tomado em moderação e com re [...]

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